Esse post é sobre como foi minha vida profissional até chegar onde estou, como sócia de uma empresa de comunicação. (Não sei se é uma conversa, um monólogo ou uma história, mas vamos lá!)

O começo

Quando terminei o ensino médio, como a maioria dos jovens nessa ideia, eu não fazia ideia de qual carreira seguir e nem o que fazer da minha profissional. A única certeza era que não iria para área de exatas.

Pesquisei, conversei com pessoas da área, e enfim decidi pelo curso de Comércio Exterior, pois percebi que havia muita oportunidade na área. Era certeza que com estudo e dedicação eu teria uma carreira promissora e boas oportunidades profissionais.

Eu pensei: “vou trabalhar numa empresa multinacional e criar uma carreira estável na área”, mas não foi bem isso que aconteceu… 

Ao final das aulas do ensino médio, no fim de 2008, eu já tinha um emprego temporário, em uma loja de roupas.

Era uma época que antecedia o natal e eu comecei trabalhando como embaladora de presentes. Foi uma oportunidade de conhecer como era trabalhar no comércio.

Depois do natal, recebi uma oferta de trabalho fixo nessa loja, mas trabalhando como estoquista e caixa, eu aceitei. Mesmo já estando na faculdade de comércio exterior, era muito difícil encontrar um emprego na área logo no primeiro ano de curso.

O importante nessa experiência profissional foi que: havia uma pessoa responsável pelo marketing, que organizava as campanhas, as divulgações – na época 100% offline.

Assim, curiosa que sou, pedi para acompanhar o fechamento de algumas mídias, e o que aconteceu… Veremos a seguir:

Quando o marketing me encontrou

Quando comecei a me envolver com as mídias, acabei assumindo algumas responsabilidades de marketing. E… amei.

Amei fazer parte de ações que visavam a divulgação, amei poder analisar informações de alcance e trabalhar com as estratégias de comunicação.

Com isso, comecei um processo de análise e autoconhecimento. Acima de tudo, eu precisava pensar se realmente o que eu estava cursando era o que eu gostava de fazer, se era o que queria mesmo para minha vida profissional, e a resposta foi não.

Embora eu ainda me visse no futuro trabalhando em uma multinacional, não me via lidando com a rotina de comércio exterior. Assim, quase no fim do meu primeiro ano de comércio exterior, solicitei a mudança de curso. No ano seguinte comecei na turma de marketing (administração com ênfase em marketing).

Logo após inciar o curso de marketing consegui passar no processo seletivo para estágio na área de Branding em uma indústria multinacional, era meu sonho se realizando “vou trabalhar aqui, fazer meu melhor, ser efetivada e crescer aqui dentro”.

O início de um sonho, deu tudo errado.

Foi uma fase bem parecida com esse meme aí de cima.

Inesperadamente o sonho de trabalhar numa indústria multinacional durou pouco. Não me adaptei ao formato industrial, eu sentia falta das pessoas, do fluxo de trabalho (frenético) que o comércio me mostrou, sentia falta de criar mais livremente, dar ideias e aplicá-las, o que no modelo tradicional da indústria nem sempre é possível devido à burocracia e processos mais longos.

O que fiz? No final do meu contrato de estágio decidi mudar o foco, eu já tinha trabalhado no comércio e na indústria, agora queria trabalhar com comunicação.

Consegui passar no processo seletivo para uma vaga de assistente de marketing na RBS TV-  Afiliada Rede Globo, e o meu sonho mudou de “trabalhar numa multinacional” para “um dia vou abrir uma empresa para trabalhar com marketing e comunicação”.

No momento que “descobri” o segmento da comunicação eu já sabia que queria abrir um negócio próprio, atender meus próprios clientes, oferecer minhas próprias ideias e atender diferentes segmentos – pra mim, quanto mais desafio na rotina, melhor.

Mas eu sabia que seria uma longa jornada, e não sabia quando eu poderia de fato começar meu próprio negócio, por isso, me permiti viver cada experiência de trabalho, absorver, aprender…

Depois de passar por outras empresas, em outras funções e cargos e adquirir muito conhecimento, em 2016 decidi abrir minha empresa. A missão era auxiliar empresas a melhorarem suas estratégias e colocarem em prática ações de marketing e comunicação, e deu certo.

Depois de 2 anos trabalhando sozinha, entrei em uma sociedade, e continuo diariamente vivendo meu sonho de trabalhar com marketing, com comunicação, com pessoas e com negócios! (Se quiser conhecer minha empresa, clica aqui!)

Conclusão 

Ninguém é obrigada a saber desde sempre com o que deseja trabalhar. Eu mudei de ideia no  meio do caminho, e quem sabe possa mudar de novo no futuro, e tudo bem! Acredito que somos seres instáveis e, no fundo, isso é bom! Pra mim, viver é isso, é mudança, é escolha, é desafio!

Se você tem vontade de mudar ou arriscar, deixo 4 dicas que sempre considerei na minha carreira, e ainda considero quando há algo dentro da empresa que precisa evoluir/mudar. 

  •  Planeje: pense em como fará para atingir seu objetivo, dando um passo de cada vez.
  • Permita-se testar e errar: ninguém é perfeito, e errar faz parte do processo de descoberta e autoconhecimento. Aqui, me refiro a riscos calculados – não vai sair por aí fazendo tudo atropelado por que eu disse que tudo bem errar.  Antes de colocar uma ideia em prática considere as possíveis consequências, por exemplo “vou tentar fazer dessa forma, se der errado, o máximo que pode acontecer é isso…”
  • Tenha sabedoria para entender o motivo do desejo de mudança. Às vezes, a mudança vem como uma alternativa para ‘fugir’ de algo que está difícil, e nesse caso é interessante entender se o novo desafio realmente será algo positivo pra você.
  • Tenha paciência, nada acontece de um dia pro outro e a pressa é inimiga da perfeição. 

Sabedoria para resolver e paciência para fazer.”

Homero

Por fim, espero que minha trajetória possa inspirar quem está começando a vida profissional, ou quem sabe alguma das dicas possa fazer você enxergar que nem sempre mudar é ruim


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