Alini Garcia

Há um tempo nossa madrinha de casamento, a Eduarda, nos deu esse livro de presente: As 5 Linguagens do Amor, de Gary Chapman. Hoje vou falar um pouquinho sobre ele, e como nos ajudou a entender alguns pontos do nosso relacionamento. 

Mesmo sem parar para pensar nas linguagens em si, muitos casais passam pela fase “por que você não valoriza o que eu faço?”, ou “eu faço isso por você, por que não pode fazer por mim?”, e o livro explica o motivo disso. Esse conflito geralmente acontece quando um tem uma linguagem de amor muito diferente do outro, ou seja: o que é importante para um, nem sempre é importante para o outro. Simples né. #sqn 

Depois de ler o livro e descobrir nossas linguagens, ficou mais fácil de entender o momento de dizer “isso é importante para mim” ou “vou ceder, pois, eu sei que isso é muito mais importante para você do que pra mim.”

Falando assim parece meio óbvio, mas eu acredito que assim como eu e o Rapha tivemos um momento de “descoberta”, muitos casais ainda terão esse momento por vir, e se a gente puder ajudar explicando sobre as linguagens do amor, penso que vai facilitar.

No livro,  Gary Chapman fala que as pessoas se encaixam em 5 linguagens de amor e o primeiro passo para expressar seu amor por outra pessoa, é identificar a sua própria  linguagem.

Importante: você pode ter mais de uma linguagem, porém uma delas geralmente é mais forte. No fim do texto tem o link de um teste para você descobrir sua linguagem principal e a secundária.

Tá, mas quais são as 5 linguagens do amor?

1 – Palavras de Afirmação

Segundo o livro, se essa for a sua, você ama ouvir frases como “Tenho orgulho de você!”, “Isso que você fez foi incrível!”, “Vai dar tudo certo, eu confio em você!”.

Para quem tem essa linguagem como principal, ouvir essas frases de incentivo ou de apoio é como ouvir um “eu te amo”. Mas já a ausência delas pode dar a impressão que você não está recebendo amor suficiente – mesmo que esteja. 

Essa é a linguagem mais importante pro Rapha, por isso eu tenho me esforçado para valorizar as atitudes dele – não é algo natural para mim.

2 -Tempo de Qualidade

Quem tem essa linguagem como primária deseja atenção plena, e, por exemplo, não suporta que o outro fique mexendo no celular durante a conversa. O que vale é um tempo junto sem desvio de atenção. É importante para a pessoa que ela perceba que o outro está dando total atenção para ela.

Exemplos do que agrada essa pessoa são: passeios, uma ida a um parque, uma volta de bicicleta, um fim de semana em um lugar diferente, um jantar, assistir uma série… 

Essa é a minha linguagem principal, portanto eu valorizo mil vezes mais um convite para um piquenique, do que se o Rapha ficasse falando publicamente o quanto me ama. O que vale para mim é sentir que o Rapha deseja passar um tempo exclusivo comigo.

3 – Presentes

Uma flor, uma joia, um chocolate, uma lembrancinha de viagem, algo que diga “eu estava lá e lembrei de você”. 

Nem sempre o que importa é o valor financeiro do presente – às vezes sim, mas nem sempre. O que conta aqui geralmente é a intenção em fazer a pessoa se sentir amada e feliz em ter sido lembrada.

Aqui fica uma análise minha…. Acredito que todos gostam de ganhar presentes, receber surpresas, porém, quem tem essa linguagem como principal, entende que receber presentes é a forma mais especial que alguém pode lhe demonstrar amor.

4 – Toque Físico

Algumas pessoas têm a necessidade de sentir fisicamente o amor que lhe é oferecido. Aqui não falamos de relação sexual, e sim de beijos, andar de mãos dadas, abraços em público, um cafuné…  Assim, elas se sentem amadas e mais seguras na relação. 

5 – Atos

Aqui nessa linguagem eu fiz uma análise e vou repassar para vocês o que tirei de lição. Embora o livro dê exemplos de atividades domésticas, eu não acredito que levar o lixo pra fora seja um ato de amor… Como eu vejo isso mais como uma obrigação de ambos, a minha conclusão para essa linguagem foi que ela se refere às atitudes de modo geral, onde um ato vale mais que mil palavras. 

Acredito que quem tem essa linguagem como principal gosta de ver ações, gosta de ser agradado quando o outro realiza coisas que ele aprecia, expressando amor através de atos. Por exemplo, ir buscar o outro no trabalho, sem que alguém peça, só por gentileza.

A nossa experiência

Até ler o livro sobre as 5 linguagens do amor, nós não tínhamos noção de como elas influenciavam no nosso relacionamento.

Geralmente, demonstramos amor da forma que gostaríamos de recebê-lo, mas ai que tá o problema: na hora que seu amado ou amada vai receber a “oferta de amor” vem o conflito, pois para a outra pessoa, aquele gesto não demonstra amor… 

A minha linguagem principal é ‘tempo de qualidade’, ou seja, passar tempo junto, conversando, bebendo um vinho, jantando… E para o Rapha isso não demonstrava um ato especial de amor, e sim uma rotina normal de um casal. Por isso, quando ele entendeu que isso era muito importante para mim, ele começou a valorizar ainda mais nossos momentos.

Já a linguagem dele é ‘palavras de afirmação’, e aí, pra mim o desafio é maior. Não costumo supervalorizar atos com palavras, por exemplo, quando ele faz algo incrível, eu só digo algo como “obrigada”, mesmo tendo ficado imensamente agradecida. Então, tenho me esforçado para conseguir expressar melhor meus agradecimentos e incentivos para com ele.

Temos consciência que hoje investimos esforços em atitudes que o outro valoriza, assim o relacionamento fica mais leve e conseguimos demonstrar mais assertivamente o que sentimos. É um processo diário, mas o resultado vale a pena!


Quer descobrir qual sua linguagem?

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Conclusão

Por fim, achamos importante saber as linguagens de cada um dentro de um relacionamento, pois, como falamos, geralmente oferecemos aquilo que queremos receber. Portanto, se sua linguagem for tempo de qualidade, e da outra pessoa for presentes, geralmente em uma data importante você vai optar por ficarem juntinhos, fazer um jantar, tomar um vinho, enquanto a outra pessoa estará pensando “que horas que vou receber meu presente?”

Por isso, é importante entender cada linguagem e descobrir a sua e a da outra pessoa. Depois, fica mais fácil de dispor um esforço mútuo para que ambos se sintam felizes, recebendo amor da maneira que valorizam.

Se você ficou interessado em ler o livro, aqui deixo um link, e se você não for uma pessoa conservadora, sugiro que a leitura seja seguida de uma interpretação mais liberal, pois em alguns pontos ele pode ser um tanto antiquado.

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